Dois dias para viver...
Final de semana. Dá uma vontade de não fazer nada.
Segunda-feira é que as boas vontades vêm. De que?
De tomar banho de rio... 
De contemplar a imensidão marítima do rio...
Navegar de barquinho...
Habitar uma casa cabocla ...
Olhar o sol se pôr...
Todas as fotos são do Manoel do Vale.
Tenha dois bons dias para viver.
Escrito por Luli às 11h23
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Pobre da nossa rica floresta!
Foto: Manoel do Vale
Não bastava os cargueiros estrangeiros estarem surrupiando a água doce da Amazônia, agora nos vem esse projeto estapafúrdio que pretende privatizar 15% da região amazônica. Engraçado... ao longo de tantos e tantos governos, nunca houve um projeto sério que buscasse a sustentabilidade da Amazônia. Salvo em casos à parte, como o do Amapá, que colocou em prática o PDSA, um programa fundamentado na Agenda 21 que criou raízes nas florestas, nas águas e na população. Agora andam dizendo que a exploração dos 50 milhões de hectares de floresta vão garantir a sustentabilidade da Amazônia, que consome 30 milhões de metros cúbicos de madeira por ano.
Não dá pra acreditar que isso esteja acontecendo no governo do Lula, que tanto discursou em torno da soberania da Amazônia em N conferências pelo Brasil afora e pelo exterior. “Não é privatização”, diz o Capobianco, do Ministério do Meio Ambiente. Muito bem, as terras serão devolvidas depois de exploradas e o Brasil vai ganhar todo ano a metade do orçamento anual do MMA, cerca de R$ 200 milhões. Só quero ver como é que eles vão fazer pra fiscalizar tanta floresta e evitar que os “inquilinos” extrapolem os limites da exploração.
Se resolverem fazer mesmo uma fiscalização séria, o dinheiro gerado vai ser todo gasto nisso. E as populações tradicionais da Amazônia, ganham o que nessa história? Sou contra. Acho, sinceramente, que empresas nacionais ou estrangeiras que venham explorar a floresta por períodos de 05 a 30 anos, com raras exceções, vão entregar a floresta dilapidada, e aí não vai ter multa que regenere nossos verdes. Não em menos de um longuíssimo prazo.
Escrito por Luli às 17h59
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Com uma lua dessas...
Diversos blogs falaram hoje sobre a presença da lua cheia em nossa noite de ontem. Mas poucas pessoas no mundo tiveram a oportunidade de vê-la nascendo “imensa e amarela tão redonda a lua” por trás das longínquas paragens do rio Amazonas. Só nós, que vivemos no trecho de sete mil quilômetros que o Amazonas percorre desde o Pacífico até o Atlântico. Macapá é mesmo singular. É a única capital do Brasil por onde passa esse rio que carrega essa lua.
Deve ser confiando na imensidão da luz da lua que a CEA nunca mais trocou as lâmpadas do Trapiche Elieser Levy. Nós, que vagamos distraídos noite em quando pelas beiras do rio, já ouvimos reclamações de turistas, e recentemente de um jornalista do sul do país. A verdade é que em outros tempos esse trapiche foi objeto da poesia de quem verseja e de quem compõe. Canções, crônicas e poemas, saídos da alma de diversos artistas, tiveram o trapiche como inspiração. Não deve custar tanto trocar as lâmpadas. Todo mundo sabe que o trapiche foi construído pelo Capi. Não adianta tentar apagá-lo. Literalmente.
O parque da Fortaleza também está às escuras. Difícil passear por ali à noite sem perder um objeto, um cachorro, uma criança... Não foi suficiente o tempo que o parque passou com aquele tapume ridículo que escondia uma obra que não existia? Agora o lugar está escondido pela escuridão da noite. Mas noite em quando ainda podemos contar com o clarão da lua...
E aquele tapume que começa acima do Macapá Hotel, indo até a frente da casa do governador? Quando é que sai de lá? Provavelmente antes de 03 de outubro, e até lá, nós nunca teremos visto a cidade tão feia. Se não fosse a lua atrás do Amazonas para enfeitar nossas noites...

Encontramos esta foto antiga da frente de Macapá e a colocamos aqui sem saber de que é o crédito nem porque o rio está desta cor...
Escrito por Luli às 17h19
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